segunda-feira, 11 de junho de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
Profissionais de saúde continuam a praticar a acupuntura
Rio de Janeiro - Dias após o Tribunal Regional Federal da 1ª Regional ter tornado nulas resoluções de conselhos de farmácia, psicologia, enfermagem e fisioterapia que regulamentavam a prática da acupuntura por seus associados, os profissionais dessas especialidades continuam atendendo os seus pacientes.
A decisão em momento algum fala que a acupuntura é ato exclusivo do médico. Ela suspende o efeito de resolução dos conselhos, e essas entidades vão recorrer. A forma como o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura divulgou a decisão está gerando dúvida e insegurança, disse o biomédico Fernando Lyra Reis, presidente do Sindicato de Acupuntura do Rio de Janeiro.
No entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM), porém, a decisão restringe a atividade à carreira médica. Os demais conselhos discordam da interpretação e vão recorrer.
O primeiro efeito, segundo Reis, foi a enxurrada de telefonemas de pacientes, querendo saber se os consultórios haviam sido fechados; o segundo foi o cancelamento de matrículas em cursos de especialização em acupuntura. Tínhamos uma turma que começaria no sábado com 18 alunos e 2 desistiram, porque não queriam investir dois anos de estudos sem saber se poderão atuar mais tarde, afirmou.
A acupuntura começou a ser praticada no Brasil nos anos 60. O Conselho Federal de Fisioterapia foi o primeiro a reconhecer a prática, em 1985. Dez anos depois, outros cinco conselhos fizeram o mesmo, entre eles o de Medicina. Hoje, há 60 mil acupunturistas não médicos, segundo a Associação de Medicina Chinesa e Acupuntura Tradicional do Brasil (AMCT)e 9 mil médicos associados ao Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA).
Não há legislação que regulamente a prática no Brasil. Os defensores da tese de que outros profissionais podem exercer a acupuntura lembram que tanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) quando o Ministério da Saúde reconhecem o caráter multiprofissional da atividade.
É inadmissível que em pleno século XXI ocorra uma tentativa de mudar práticas consagradas, reconhecidas por instituições de renome. A prática por outros profissionais de saúde é que proporcionou o aumento do acesso da acupuntura ao paciente, diz Walter Jorge João, presidente do Conselho Federal de Farmácia.
Segundo o ministério, as consultas de acupuntura no Sistema Único de Saúde (SUS) passaram de 181.983, em 2003, para 621 mil, no ano passado.
Disputa. Desde 2000, o CFM questiona judicialmente as resoluções de quatro conselhos que regulamentavam a prática da acupuntura por seus associados.
Visando alargar seu campo de trabalho, esses conselhos se autorregulamentaram e autorizaram seus profissionais a praticar atos que a legislação não permite. Um farmacêutico não atende paciente nem examina nem pede exame complementar, muito menos pratica uma intervenção invasiva, que é a aplicação de agulhas, afirmou Fernando Genschow, integrante do CMBA.
Umas das preocupações de Genschow é com erros de diagnóstico. Uma dor na coluna pode ser metástase de câncer, diz.
Sohaku Bastos, que integra a diretoria da AMCT, lembra que a medicina tradicional chinesa trata o indivíduo como um todo. Não há diagnóstico de doença. O ato acupuntural é terapia de promoção da saúde e prevenção, não é medicina alopática. O ato médico, sim, é de cura da doença e remediação de problemas.
O vice-presidente do CFM, Carlos Vital, rebateu: Não estamos na China. Praticamos medicina baseada em evidências, dentro da racionalidade científica. Diagnóstico é ato médico.
Alheios à polêmica, pacientes continuaram indo aos consultórios. No Academia Brasileira de Arte e Ciência Oriental, em Copacabana, onde os acupunturistas têm formação em Psicologia e Fisioterapia, o movimento foi normal. É perseguição. O atendimento aqui é ótimo. A primeira consulta levou uma hora. O médico quando fala com você já está olhando para o relógio, diz a professora Marluce Azevedo, de 62. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Clarissa Thomé
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Polêmica: só médicos podem fazer acupuntura
Por enquanto, profissional tem que ter CRM para poder manipular as agulhas
O Conselho Regional de Farmácia já avisou que vai entrar com recurso. Até o julgamento final, no entanto, a proibição irá valer. A acupuntura somente poderá ser exercida por médicos, de acordo com julgamento do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Do R7
O Conselho Regional de Farmácia já avisou que vai entrar com recurso. Até o julgamento final, no entanto, a proibição irá valer. A acupuntura somente poderá ser exercida por médicos, de acordo com julgamento do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Por enquanto, só um profissional com CRM pode manipular as agulhas usadas na acupuntura.
A decisão, é claro, gerou polêmica. Veja o assunto sendo discutido no programa Hoje em Dia:
sábado, 31 de março de 2012
Acupuntura, afinal, é medicina ou terapia?
Decisão da Justiça de restringir aos médicos a licença para a prática causa polêmica entre especialistasCAMILA JULIOTTI E DIEGO PONTES /COLABORAÇÃO123rf
Adeptos da terapia aprovam o trabalho feito por profissionais de outras áreas
Adeptos da terapia aprovam o trabalho feito por profissionais de outras áreasEmbora o Tribunal Federal Regional (TRF) da 1ª Região tenha reservado aos médicos o direito da prática da acupuntura (a decisão ainda pode ser contestada), os adeptos desta terapia aprovam e indicam o trabalho feito por profissionais de outras áreas da saúde, como fisioterapeutas, farmacêuticos, psicólogos e até mesmo terapeutas especializados na técnica. “Fiz acupuntura com um especialista em terapia chinesa em 1977. Sabe o que é ver um milagre acontecer? Eu saí da mesa de tratamento andando”, conta a professora de educação física aposentada Maria Rosa Ascar, de 80 anos.
Em 1972, Maria fraturou o cóquis e achatou as vértebras da região lombar ao cair de um aparelho de ginástica. Na época, os médicos disseram que uma cirurgia era necessária, mas ela optou pela acupuntura. “Eu aplicava xilocaína direto na coluna e tomava remédios fortíssimos para aliviar as dores. Estava em uma cadeira de rodas, pois os médicos recomendaram repouso”, conta. “Após algumas sessões de acupuntura, tive alta e voltei a dar aula.”
Já a assessora de imprensa Mayara Martins, de 23 anos, começou a tratar seu problema de depressão em 2002. Ela procurou o serviço de acupuntura por indicação do psiquiatra e passou a fazer sessões semanais. Em 2011, a doença se agravou e ela passou a fazer duas consultas por semana. “O remédio não dava conta. A acupuntura não resolveu totalmente, mas ajudou muito. Comecei a ficar mais tranquila e as minhas crises de pânico diminuíram.”
Mayara, que passou por sessões com quatro especialistas diferentes (dois deles eram médicos), ressalta que o tratamento de acupuntura que mais surtiu efeito foi o último, ministrado por um profissional que não era formado em medicina. “A diferença entre os tratamentos era mínima. Em todas as sessões, os pontos de aplicação eram quase iguais.”
“O processo de aplicação de agulhas não é simples quanto parece. Antes de iniciar o tratamento, o paciente deve passar por um diagnóstico e fazer exames que variam de um raio-x a uma ressonância magnética”, explica o médico Ysao Yamamura, chefe do setor de medicina chinesa e acupuntura da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Com 40 anos de experiência na área, Ysao, que defende a decisão do TFR, alerta para os riscos de uma aplicação inadequada. “A profundidade da perfuração das agulhas pode lesar órgãos. Uma agulha mal inserida no peito, por exemplo, pode perfurar o pulmão.”
Já o professor de educação física e terapeuta Carlos Eduardo Cravo, que trabalha com acupuntura desde 1997, é contra a exclusividade garantida aos médicos. Ele conta que a maioria dos seus clientes o procura após passar por consulta médica, o que faz da acupuntura um tratamento adicional. Além disso, ressalta a necessidade de bom senso entre os terapeutas. “Não tratamos doenças, mas sim desequilíbrios energéticos. Dependendo do que a pessoa está sentindo, recomendamos um médico.”
Como surgiu?
A acupuntura é um tratamento médico originado na China há mais de 5.000 anos. Alguns especialistas viajaram para o país e começaram a introduzir a terapia chinesa no Ocidente. A técnica consiste na perfuração de cinco ou sete agulhas, de até dez centímetros cada, em variadas partes do corpo. É indicada para tratamentos de diversas patologias, como insônia, pressão alta, dores de cabeça e musculares, entre outras.
A acupuntura é um tratamento médico originado na China há mais de 5.000 anos. Alguns especialistas viajaram para o país e começaram a introduzir a terapia chinesa no Ocidente. A técnica consiste na perfuração de cinco ou sete agulhas, de até dez centímetros cada, em variadas partes do corpo. É indicada para tratamentos de diversas patologias, como insônia, pressão alta, dores de cabeça e musculares, entre outras.
Cursos Existem diversos tipos de cursos de especialização em acupuntura, desde formações técnicas até pós-graduação. Alguns deles exigem uma formação mínima. A pós, por exemplo é indicada para graduados na área da saúde, como fisioterapeutas, farmacêuticos e psicólogos. A duração varia conforme a modalidade do curso. Alguns duram anos, enquanto outros apenas poucos meses
FONTE:
http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/17513/Acupuntura,+afinal,+e+medicina+ou+terapia%3F+
FONTE:
http://www.diariosp.com.br/noticia/detalhe/17513/Acupuntura,+afinal,+e+medicina+ou+terapia%3F+
sexta-feira, 30 de março de 2012
OBSTÁCULOS À MEDITAÇÃO
Miguel Homem - 27 de Fevereiro de 2012

Os quatro grandes obstáculos são:
1. A tendência para adormecer (laya);
2. A agitação e vaguear da mente
(vikshepa);
3. Latências inconscientes da mente
(kashayam);
4. Tendência para usufruir a quietude
(rasasvad).
Deve acordar-se a mente que caiu no
sono; deve trazer-se a mente dispersa
de novo para a tranquilidade; deve conhecer-se a mente colorida
com desejo.
[LEIA O ARTIGO ::
1. A tendência para adormecer (laya);
2. A agitação e vaguear da mente
(vikshepa);
3. Latências inconscientes da mente
(kashayam);
4. Tendência para usufruir a quietude
(rasasvad).
Deve acordar-se a mente que caiu no
sono; deve trazer-se a mente dispersa
de novo para a tranquilidade; deve conhecer-se a mente colorida
com desejo.
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quinta-feira, 29 de março de 2012
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